segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

EDUCAÇÃO CAÇA-NÍQUEL


http://www.mst.org.br/jornal/308/realidadebrasileira
O ex-ministro Paulo Renato e ex-secretário de educação de São Paulo fez o dever de casa para a expansão dos mercenários da educação no Brasil.
Educação na perspectiva do finado é um grande balcão de negócios extremamente lucrativo. 
E a realidade atual em São Paulo confirma o caminho escolhido pelos senhores da privataria:
Folha de São Paulo, 06/02/2012 - São Paulo SP
Grandes grupos passaram a orientar as tendências no setor educacional

JOÃO DOS REIS SILVA JÚNIOR ESPECIAL PARA A FOLHA Universidades privadas de SP estão com problemas para o início deste ano letivo. Há duas décadas o setor privado evolui e se consolida como opção deliberada de política de Estado. Neste período, a proporção de oferta de vagas oscilou em torno de 75% para o setor privado e 25% para o público. É necessário diferenciar os grupos no setor privado. Pequenas instituições foram fundidas em empresas educacionais maiores e, em seguida, foram vendidas para grupos financeiros internacionais ou nacionais. Há também os grandes grupos de capital nacional e as confessionais. Paralelamente a isso, e por isso, o Estado produziu programas como o Prouni [bolsas de estudo em escola privada] e o Fies [financiamento estudantil] para produzir oferta e atender a demanda. Disso resulta a forte tendência da internacionalização da educação superior privada pela via da abertura de capitais na bolsa de valores.

Grupos que trilham esse itinerário passam a orientar as tendências do setor. Com uma gestão ditada pela rentabilidade do capital financeiro internacional, os professores sofrem as consequências neste grupo. Porém, nos demais a situação é pior, pois não há entrada de capital internacional. Esta é a situação das   quatro universidades em pauta. Ressalte-se também que pesquisas mostram que alunos estão trabalhando para estudar, e não estudando para conseguir e manter colocação no mercado de trabalho. Outrora a educação superior era questão de Estado. Hoje, se encontra em fórum normatizador de acordos e contratos de comércio internacional. O Estado não tem soberania no setor. A educação se tornou mercadoria e fetiche. Os atores do setor devem reivindicar e mostrar isso à sociedade. Mas, em última instância encontra-se o Estado. É bom lembrar-se das palavras bíblicas "quem pariu Matheus que o embale".

Aliás é bom que se diga que o modelo vislumbrado pela turma da privataria é o chileno onde o estado se desobrigou da educação e a população sofre com o endividamento, confira entrevista da líder estudantil Camila Vallejo aqui.
As regras do modelo de educação para os países latino-americanos foram gestados pelo BIRD e pela OCDE que orientaram os ajustes estruturais neoliberais. Uma análise introdutória de Roberto Leher sobre as reformas educacionais neoliberais orientadas pelo Bird pode ser lida aqui
Para uma avaliação mais geral, ver a análise realizada por Paulo Nogueira Batista que se debruçou sobre o Consenso de Washington para desvendar a visão neoliberal sobre os problemas da América Latina, aqui.
E no caso de Goiás, voltando o olhar para a educação básica, o que esperar de um secretário de educação que teve parte de sua campanha para deputado financiada por grupos ligados à educação privada?
Lista de doadores tem escolas particulares: O Popular consultou, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a prestação de contas do deputado Thiago Peixoto - ele foi eleito deputado federal pelo PMDB, mas deixou o mandato para assumir a Secretaria Estadual da Educação. Dos 124 doadores da campanha do parlamentar, três são escolas e pelo menos um é proprietário de escola particular em Goiânia. Juntos, doaram apenas R$ 15 mil do total de R$ 2.131.713,17 que Thiago Peixoto declarou à Justiça Eleitoral.Figuram como doadores o Colégio Visão, com R$ 5 mil, e MDO & Escolas Associadas Ltda. e R&M Sistema Educacional, com R$ 2,5 mil cada, além do presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado de Goiás (Sinepe), Krishnaaor Ávila, com R$ 5 mil. Grande parte de suas doações foram feitas pelo próprio Thiago Peixoto: são sete, que somam R$ 488 mil. (Por Carla Borges. Fonte: http://www.mp.go.gov.br/portalweb/42/noticia/12f11c89483174b45403ff0e0c21f585.html)

O PAÍS DO FUTURO LONGÍNQUO...


E o que o futuro nos reserva? Compare os orçamentos da união de 2010 e 2012 e tire suas conclusões:

http://ibit-inteligencia.blogspot.com/
http://opiniaodivergente.com/?p=617

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

'O MUNDO É DIFERENTE DA PONTE PRA CÁ'

Compartilho um texto de um sujeito especial, Jefferson Acevedo.

Cruzei com Jefferson Acevedo no Colégio Estadual Villa Lobos, no Garavelo, nem Goiânia, nem Aparecida, onde ele era estudante do terceiro ano de ensino médio em 2006 e eu professor de História recém concursado. No ano anterior quando falei com os alunos do terceiro sobre curso superior, riram de mim e entre outras coisas me disseram: "pobre não tem condição de pagar faculdade". Pude constatar uma distância enorme entre as expectativas dos alunos e a universidade, algo parecido com meu sentimento quando criança quando vinha passar férias na casa de minha avó que morava no bairro Novo Horizonte e o coletivo que pegávamos era a linha Garavelo que em minha cabeça de criança era imensamente longe, já que depois do Novo Horizonte havia chácaras, fazendas e cerrado e nem se via o Garavelo.
Jefferson conseguiu pular o fosso e hoje está concluindo o curso de História na UEG-Anápolis, atua no movimento estudantil. Ele e seus parceiros criaram um cursinho pré-vestibular gratuito em Anápolis e ele me disse que os alunos chegam sem nenhuma ideia do que é a universidade: "muitos querem fazer só o Enem, porque acham que a faculdade privada é melhor".


Pelo direito de AMAR e DECIDIR!
No dia doze de janeiro em Anápolis/Goiás. Fiquei estarrecido, bestificado, perplexo, enfurecido, assustado com a marcha “contra a ditadura homossexual e o aborto”, que ocorreu na Praça Bom Jesus no centro da cidade. Primeiro vamos discutir o que seria ditadura, podemos afirmar que seja uma imposição de idéias, modelos de vida, hábitos e violência sobre outros. Já aqui contradizendo o termo “ditadura homossexual”, uma vez que desde a infância nos adaptamos ao heteronormatismo, aprendemos a sermos homofóbicos, sexista, racista e cristão tendo dificuldade de aceitar e respeitar o diferente, nesse sentido a ditadura é imposta por quem exerce o poder político ideológico, o que não é o caso dos homossexuais, nem das mulheres que fazem aborto improvisado devido a criminalização.
Mesmo convivendo com Gays a longa data, continua-se sendo hétero, a orientação sexual não pode ser determinada por amar seus amigos gays. As pessoas estão acima da orientação sexual, sofrem, amam, odeiam, enfrentam a contradição, nascem e morrem, tem filhos. E os filhos de homossexuais nem sempre são gays, como filh@s que só tem a mãe ou o pai não se tornam homossexuais necessariamente. Sendo o trato e o cuidado desses pais GAYS, o qual permite à vários meninas e meninos abandonados pela família tradicional em orfanatos, reformatórios e nas ruas, o direito à uma família onde serão acolhidos e amados como também será proporcionando compreensão, diferente da igreja que não acolhe os milhares de menin@s que habitam as ruas de Goiás, a não ser que aceite seus dogmas e assuma seus pecados diante de um mundo contraditório e nefasto, o qual não foi criado por eles!
Para o homem é fácil ser contra o aborto, a gestação não está nele, e no máximo irá arca com aproximadamente 30% de sua renda, caso a justiça assim estabeleça nos ramos legais. Como homem poderia afirmar: o corpo não é meu, o sofrimento não é meu, a dor não é minha e muito menos a responsabilidade, tem um discurso das feministas que muito participa desse debate “se o papa fosse mulher o aborto seria liberado”. Assisti atônito, vários coroinhas, homens diga-se de passagem, contra o aborto e a homossexualidade e posso afirmar depois de 1000 anos de santidade, isso mesmo mil anos de idade média os homossexuais não sumiram da face da terra e as mulheres exigem seus direitos, no mundo antigo existiam homens que mantinha relações sexuais com outros homens(não sendo homossexuais, porque não quero cometer aqui anacronismo), e me pergunto todos os dias, Deus nos fez para sentir prazer, por que nosso corpo nos apresenta enquanto zona erógena, me permitindo diversas formas de satisfação sexual? E o direito de amar está acima da religião uma vez que sou guiado pelo mandamento supremo, amais uns aos outros!
Paulo Freire em uma de suas entrevistas disse: Como ocorre a marcha dos movimentos agrários deveria também ter a marcha dos que não podem amar, e não podem ser, os homossexuais e a mulheres que não tem o domínio de seu corpo, como também toda a sociedade deve engrossar essa marcha. O direito de AMAR! Pergunto-me, porque algo tão antinatural (segundo a Igreja) existe desde os primórdios da humanidade? É simplesmente o direito de AMAR.
As Católicas pelo Direito de Decidir, grupo organizado dentro da igreja católica, demonstram que é possível ter fé, amar a Deus sobre todas as coisas e ter opinião critica nessa sociedade, sendo a favor do aborto uma vez que o corpo pertence às mulheres e é delas o direito de decidir quando devem ter ou não um filho. O corpo da mulher não pertence ao homem para decidir por ela, da mesma forma o homossexual não pertence ao heterossexual para que ele possa determinar as formas e posturas a serem seguidas.
Parafraseando orações para Bobby: há varias crianças em suas congregações, desconhecidas por vós, ouvindo vocês, e isso depressa silenciara suas preces, suas preces a Deus: por compreensão, por aceitação e pelo amor de vocês, mas o seu ódio e medo, pela palavra gay ira silenciar esses preces. Por isso... Antes de ecoarem Amém... Pensem! Uma criança está ouvindo!
E diante de tudo isso eu ainda tenho um sonho, no qual o meu país torne-se politizado, onde as pessoas saibam votar, que a democracia direta reine e todos os preconceitos sejam abolidos. Que as divergências religiosas não estejam acima do principal mandamento “amai uns aos outros como a si mesmo”, que o ser humano seja a instância máxima de liberdade. Tenho um sonho de mobilização e participação na construção do poder popular como antes nunca deslumbrado por outra sociedade, que a comida seja para alimentar e a casa para morar, o transporte para o bem viver e a educação para emancipar!

Jefferson Acevedo
D.A. UnUCSEH/UEG
Educador Social/Recid-GO
Militante do Partido dos Trabalhadores
Fonte: http://pagina13.org.br/archives/12397


Abaixo uma reportagem que possibilita uma visão mais abrangente sobre o fosso existente entre os alunos de escola pública e a universidade pública, precisamos de pontes!
http://www.humorpolitico.com.br/index.php/2011/09/14/escola-publica-privad/

Cotas ainda têm baixa adesão de estudantes da escola pública


Número de inscritos ao vestibular da UFG oriundos da rede pública aumenta a cada ano, mas está longe do ideal. para pró-reitora, alunos desconhecem as propostas de inclusão

Patrícia Drummond

A cada vestibular, desde que foi aprovado, em agosto de 2008, o Programa UFG Inclui, da Universidade Federal de Goiás (UFG) - que estabeleceu o sistema de cotas na instituição, a partir do processo seletivo 2009-1 - vem aumentando o número de candidatos inscritos. Mas ainda está longe do ideal, segundo avalia a pró-reitora de Graduação da universidade, Sandramara Matias Chaves. Segundo ela, ainda é minoria o número de estudantes oriundos da escola pública - aos quais as cotas são direcionadas - que ao menos se inscrevem para tentar o vestibular da UFG.
"As ações afirmativas propostas pelo UFG Inclui têm o objetivo de estimular a participação de estudantes de escolas públicas no nosso processo seletivo. Entretanto, consideramos que, em relação ao número de concluintes do ensino médio, na rede pública, o porcentual daqueles que se inscrevem no vestibular da universidade ainda é pequeno", destaca Sandramara.
A pró-reitora cita, por exemplo, que dos cerca de 54 mil concluintes do ensino médio em escolas públicas, em 2009, pouco mais de 8 mil, apenas, se inscreveram para o vestibular 2009-1 da UFG. "Esses números fizeram com que a UFG decidisse intensificar a divulgação de suas propostas de inclusão, o que fizemos neste ano", acrescenta, lembrando os projetos UFG vai à Escola, Conhecendo a UFG e Espaço das Profissões, em que o Programa UFG Inclui é apresentado a alunos e professores da rede pública.
Sandramara Chaves diz acreditar que boa parte dos estudantes da rede pública de ensino, em Goiás ainda desconheça as propostas de inclusão da UFG. Talvez por isso, pondera, eles não se sintam estimulados a tentar uma vaga na universidade. "Por que esses alunos optam pelo vestibular das particulares e não vão direto procurar o vestibular da instituição pública? Nossa intenção é proporcionar condições para que essa realidade se transforme", argumenta a pró-reitora de Graduação.
No vestibular 2009-1, de um total de 31.493 inscritos, 7.963 optaram pelo sistema de cotas oferecido pela UFG - são 20% das vagas reservadas a estudantes de escola pública e 20% a negros de escola pública. Um ano depois, o vestibular 2010-1 teve 30.579 candidatos, dos quais 8.509 se inscreveram pelo UFG Inclui. Para 2011-1 - cujas provas da primeira fase serão realizadas no próximo dia 21 -, 9.446 candidatos farão o exame por meio das cotas no maior vestibular da instituição, com 34.739 inscritos.
Aluna do 3º ano do ensino médio no Colégio Estadual Senador Teotônio Vilela, no Conjunto Vera Cruz 1, Rosyanamar Régis Pereira, de 17 anos, não se inscreveu para fazer o vestibular da UFG. Ela fez, sim, há uma semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para tentar uma bolsa pelo Programa Universidade Para Todos (ProUni), do governo federal, caso consiga entrar em uma faculdade particular.
"Não me sinto preparada psicologicamente nem em termos de conteúdo para enfrentar a concorrência na Federal, mesmo sabendo que existe esse sistema de cotas", alega a estudante. "Pelo menos por enquanto me sinto insegura. Talvez eu tente a UFG no meio do ano; agora, vou tentar, mesmo, uma particular", completa, apontando a frequente substituição de professores, o atraso no conteúdo das disciplinas e a "falta de interesse" geral com a escola pública como os motivos de sua insegurança.
Rosyanamar conta que estudou bastante para as provas do Enem 2010, realizadas no último dia 6, mas, com as recentes falhas no exame - somadas às ocorridas no ano passado, com o Enem 2009 -, afirma estar "meio desanimada". "Embora tenha me saído até bem, com tudo o que aconteceu estou em dúvida; não tenho mais certeza se estarei, realmente, em uma faculdade no ano que vem", lamenta a secundarista, que sonha em fazer Psicologia, Terapia Ocupacional ou Musicoterapia.
Para os governantes, professores, direção e colegas da escola pública, ela deixa um recado: "Existem muitos problemas de infraestrutura, fazem greve por melhores salários e acho que tudo isso é importante. Mas falta buscar um novo significado para o ensino público, para que nós, alunos, possamos acreditar no nosso potencial."

Desigualdade se reflete no ensino superior
"Não tenho a mínima chance no vestibular da UFG; por isso, nem fiz inscrição", declara Morgana de Carvalho Souza, de 17 anos, aluna de escola pública que também tem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a esperança de ingressar no curso superior em uma faculdade particular, por meio de bolsa. Desestimulada por causa dos últimos acontecimentos envolvendo o exame, ela já pensa em adiar para 2012 o projeto de se tornar universitária. "Até lá, dá tempo de fazer cursinho", alega.
Para o professor João Ferreira, da Faculdade de Educação da UFG, que mantém estudos na área de políticas públicas educacionais, nem o sistema de cotas nem o Enem ainda são capazes de promover uma inclusão mais ampla no ensino superior, "na dimensão da diferença social" existente, historicamente, no Brasil. "O sistema de acesso à universidade é muito elitizado socialmente. A desigualdade é de origem econômica, social e cultural e se reflete no ensino superior", diz ele.
Na opinião do especialista, uma real inclusão do estudante oriundo da escola pública à universidade pública só ocorreria se o patamar da reserva de vagas fosse estabelecido na mesma proporção do que ocorre no Ensino Médio: "Hoje, 85% dos jovens brasileiros de 15 a 17 anos estão matriculados na rede pública e só 15% na rede privada. O ideal seria manter, nos sistemas de cotas, essa mesma proporção, o que acabaria gerando uma grande e polêmica discussão", reconhece.
José Ferreira acredita que, se ainda é pequena a procura dos alunos da rede pública pelos programas de inclusão universidades públicas, é porque os porcentuais destinados a essas vagas não estão interferindo tanto na realidade daqueles estudantes. "Tentar uma bolsa em uma faculdade particular acaba sendo uma chance mais real", argumenta, lembrando que a questão passa, também, pela construção de um ensino público - em nível fundamental e médio - com padrão de qualidade, além da expansão - com maior oferta de vagas - do ensino público superior. 
Quase 50% dos inscritos optaram pelo Enem
Dos mais de 34 mil candidatos que farão o vestibular 2011-1 da Universidade Federal, quase 50% optaram, no ato da inscrição, pelo aproveitamento da nota do Enem 2010 para a composição da média final no processo seletivo. São cerca de 18,7 mil inscritos interessados na prova de Conhecimentos Gerais do Ministério da Educação como tentativa de somar pontos no vestibular da UFG.
A esses candidatos, a pró-reitora de Graduação Sandramara Matias Chaves informa que não haverá prejuízo algum, em função do problema com os cartões de respostas e parte dos cadernos de perguntas. De acordo com ela, como a nota do Enem só é computada na média final, caso ocorram imprevistos "a nota do Enem simplesmente não será utilizada".
Sandramara explica que, conforme o edital da UFG, a composição de nota, no vestibular, para classificação dos candidatos, terá por base a soma dos pontos obtidos na primeira etapa, mais a nota do Enem (adequada ao mesmo padrão de pontos da primeira etapa), na escala de 0 a 90, exceto a prova de Redação, mais os pontos obtidos na segunda etapa. Mesmo assim, a nota do Enem só será utilizada caso seja maior do que a pontuação obtida nas provas da primeira etapa; será aproveitado, portanto, o melhor desempenho do candidato.
Apesar das falhas na aplicação do Enem, por duas vezes consecutivas, ela defende a iniciativa do governo federal. "Trata-se de um processo que está sendo construído gradativamente, com base em uma metodologia que apresenta amplo respaldo na literatura internacional", pondera, referindo à Teoria de Resposta ao Item (TRI). A Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil divulgou nota oficial a respeito, declarando que a TRI garante a isonomia das provas do Enem, ainda que aplicadas em períodos diferentes. A TRI se baseia em modelos matemáticos que permitem a elaboração de provas com o mesmo grau de dificuldade.
Fonte: http://nucleoikatu.blogspot.com/2010/10/educacao-essa-palavra_24.html

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

EDUCAÇÃO E CRIATIVIDADE

http://proseandocomtics.blogspot.com/2010/10/tecnologia-no-contexto-educacional.html
Talvez nunca a educação escolar esteve tanto na boca das pessoas como em nosso momento atual. 
No Brasil em todas as escalas sociais, nas mais diversas regiões do país, as pessoas concordam que a educação escolar é extremamente importante para transformar ou manter certas condições e modos de vida. O camponês sem terra almeja que seus filhos acessem a educação escolar para não viver a mesma vida do que seu pai. A mãe tenta convencer a filha a se dedicar nos estudos para não passar pela mesma situação de sua mãe, dependente do marido, ou excluída de um emprego mais rentável - ou mesmo do mercado de trabalho - por falta de diplomas ou escolarização. A família de classe média quer que seu filho vá mais longe do que seus pais e tenha um futuro promissor em alguma profissão que o faça prosperar ainda mais. Os ricos dão suporte para seus filhos desenvolverem suas habilidades, mas estão preocupadas com a necessidade de manutenção dos bens da família e se possível a sua expansão, já que no sistema que vivemos importa lucrar, ainda mais agora que as viagens espaciais são possíveis é preciso ter mais capital para financiar tais excentricidades. Sem falar em como os professores e sindicatos, os políticos e as ongs tratam da educação escolar.
Não vamos entrar aqui nos aspectos históricos, sociológicos, psicológicos, econômicos ou políticos da questão, mas simplesmente refletir sobre o que poderá nos legar a educação da forma como hoje estão organizados os sistemas educacionais, sobretudo o sistema público. O rapper Mano Brown do grupo Racionais MCs em uma entrevista dada a revista RapBrasil a alguns anos atrás, ao ser perguntado sobre sua aposta e esperança na educação apresentada em algumas de suas músicas, afirmou que havia mudado de opinião e que não via solução. Para Brown somente a destruição da escola para recomeçar do zero poderia transformar o sistema educacional em algo útil para as expectativas da comunidade negra e pobre do país.
Em um primeiro momento achei absurda aquela ideia, mas os meus alunos corroboravam e reafirmavam essa ideia no dia-a-dia da escola - os sinais eram claros, escreviam nas paredes afim de deixar suas marcas em um ambiente cinza e sem vida; desafiavam coordenadores para continuarem usando bonés ou camisetas que não fossem do uniforme; dormiam em sala de aula demonstrando sua indiferença às aulas enfadonhas e sem sentido para suas vidas; reclamavam da repetição dos mesmos conteúdos, da necessidade de copiar em seus cadernos; do lanche sem variedade e de qualidade duvidosa; clamavam por recreios mais longos, por mais aulas na sala de informática, para que tivéssemos mais filmes, mais música, para que pudessem ficar na quadra ou na recreação por mais tempo - demonstravam que Brown estava correto em sua avaliação do sistema educacional brasileiro: a escola não faz sentido para as crianças e jovens, sobretudo quando se é pobre e negro.
Ken Robinson, um inglês especialista em educação e criatividade, por outro caminho confirma a ideia de Brown e de meus alunos, ele afirma que os sistemas educacionais com seus modelos baseados no princípio industrial, na linearidade e na padronização - a educação fast food - não alimenta nossas energias e nossas paixões. Isso porque esse sistema esta voltado para a capacidade acadêmica, hierarquizada, e principalmente descorporificada, pois é um sistema que visa os alunos como meras cabeças, pura cognição.    
Robinson chama a atenção para um problema sério: as escolas estão matando a criatividade e de outro lado propõe uma revolução no processo de ensino e aprendizagem. Ele relembra que a inteligência é diversa, dinâmica e distinta e que os sistemas educacionais dentro do modelo industrial não conseguem dar conta de uma educação na totalidade, pois privilegiam certas áreas do conhecimento em detrimento de outras. 
As reformas educacionais que estão sendo propostas ou gestadas hoje no Brasil confirmam essa ideia ao diminuírem cada vez mais as cargas horárias das áreas de humanas, de artes e educação física - mas mesmo dentro dessas disciplinas existem certas hierarquizações valoriza-se certos aspectos - no meu tempo por exemplo os meninos monopolizavam as aulas de educação física com os jogos coletivos com bola, mas até as meninas, que na maioria das vezes ficavam de fora dos times, preferiam essas aulas do que os polichinelos, e os demais exercícios da ginástica militar que nossos mestres nos ensinavam.
Ken Robinson também propõe uma reforma, uma transformação, enfim, uma revolução na educação - inclusive o atual secretário de educação de Goiás também almeja e propagandeia uma revolução no sistema público, porém, ao que me parece, no sentido de reafirmar o modelo fast food. A revolução de Robinson está baseada em uma perspectiva do sucesso e prosperidade humanas, um princípio também questionável, portanto, não desenvolverei esta questão aqui. Neste sentido, ele afirma que é preciso passar do modelo industrial para um modelo baseado no princípio da agricultura, pois a prosperidade humana não seria um processo mecânico, mas sim orgânico. E uma vez que não se pode prever o processo de desenvolvimento humano, o importante é criar as condições para o pleno desenvolvimento da criatividade, das habilidades e da inteligência humanas. 
http://gardenia-te100h.blogspot.com/2011/05/charge-momento-de-discontracao-e.html
Assistam as conferências realizadas por Ken Robinson em que ele discute essas idéias e uma animação interessante baseada em uma de suas conferências onde apresenta a necessidade mudar o paradigma que fundamenta o sistema educacional, a partir do pensamento divergente. Creio ser interessante para refletirmos sobre a escola, seus sujeitos e suas relações com o mundo atual, sobretudo no âmbito do desenvolvimento tecnológico.







segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Mapa musical da Colômbia pela SoundWay


Copiei o mapa do Bate Estaca de Camilo Rocha, ele foi produzido pela SoundWay, um selo musical que tem a missão de compilar, resgatar e difundir músicas que segundo o proprietário Miles Cleret estariam na berlinda para desaparecerem. Segundo Camilo Rocha é um selo de 'globalismo vintage'. Cleret seria uma espécie de Mario de Andrade do século XXI, mas em proporções globais, e reeditando as músicas em vinil e cd confiram o catálogo.
E por falar em Mário de Andrade, o Sesc-SP disponibilizou o acervo musical recolhido durante a Missão de Pesquisas Folclóricas realizada em 1938 quando Mário era chefe do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Clique na imagem abaixo para conferir:

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

PSDB, a mídia e o silêncio premeditado!

Fonte: http://democraciapolitica.blogspot.com/2011/11/folha-e-psdb-who-cares-brazilians.html
O silêncio em relação ao conteúdo do livro "Privataria Tucana" é estarrecedor e apenas confirma a partidarização da imprensa no Brasil e sobretudo em Goiás onde os tucanos governam. Abaixo segue link do blog 'Brasil Que Vai' que reproduz matéria do jornal Valor Econômico criticando o silêncio premeditado:

Brasil queVai!: Editora de política do Valor Econômico chama impre...: Artigo da jornalista Maria Cristina Fernandes do jornal Valor Econômico coloca o dedo na ferida com relação ao silêncio que a mídia faz ...

Em relação ao livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. estou aguardando chegar, pois precisei encomendá-lo via internet, e o interessante que pelo site da livraria da Folha (http://livraria.folha.com.br/catalogo/1174618/a-privataria-tucana), pois aqui em Goiânia o estoque da livraria Saraiva foi comprado por uma única pessoa e, segundo o vendedor, não se pode encomendar o livro, conforme orientação da gerência. 
Depois dizem que a esquerda quer censurar a mídia, me engana que eu não gosto! 

domingo, 18 de setembro de 2011

ESCLARECENDO O DESPOTISMO NA UEG - considerações a partir de algumas pistas

Despotismo que se quer esclarecido? Sabemos que não há desenvolvimento acadêmico, produção de conhecimento de alto padrão quando interesses partidários e eleitoreiros obstruem a autonomia universitária. 
Antes de continuar é interessante entendermos como surge um despota esclarecido em Goiás. Matéria de Rubens Santos no Estado de São Paulo de 20 de outubro de 2007 me parece ser um vestígio importante:
O curso especial de Direito que a Faculdade Alves Faria (AlFa) abriu neste ano para atender uma turma especial - formada pelo senador Marconi Perillo (PSDB) e sua mulher, Valéria - pode deixar de existir. (Matéria completa: http://va.mu/FdOF)
Outro vestígio é a outorga de grau concedida pela reitora da Universidade Federal de Goiás ao então Governador: 
Reitora da UFG, Milca Severino, concede título de Doutor Honoris Causa a Marconi Perillo em 14/12/2005. Fonte: http://va.mu/FdOH Em 2007 Milca  foi empossada como Secretária da Educação do Estado de Goiás.
Voltando à UEG, temos convivido, desde sua criação em 1999, com os desmandos de certos grupos que se aferram para manter sob suas mãos os parcos recursos destinados à instituição.  Como bem demonstrou o professor Ronaldo Angelini:
Para poder candidatar-se novamente em 2004, o sr. Izecias e o Conselho Universitário da UEG (órgão máximo da Instituição) alteraram uma vez mais o Regimento (3 meses antes da eleição, na reunião de 24/05/2004) e então ele foi o candidato vitorioso tendo como vice o atual reitor, Luiz Antonio Arantes.

Acontece que as alterações no Regimento ou Estatuto da UEG devem necessariamente ser homologadas pelo governador para ter validade jurídica, como prevê o artigo 213 do próprio Regimento e isto simplesmente não foi feito. Assim, a eleição do sr. Izecias e seu vice em 2004 se não foi totalmente ilegal, foi, no mínimo, à margem da própria legislação da Universidade. Fonte:http://va.mu/FdOK
A UEG serviu ainda para empregar correligionários, cooptar novos militantes. Devido a sua capilaridade, também foi usada como trampolim político, e a candidatura do reitor José Izecias à Deputado Federal em 2006 é a evidência. Trecho de matéria do Jornal Estado de Goiás de setembro de 2006, apresentava uma acusação de crime eleitoral cometida por Izecias e envolvendo a diretora da Unidade Universitária de Formosa:
No final do mês de agosto, o candidato a deputado federal José Izecias pelo PSDB foi flagrado em Formosa – GO fazendo propaganda eleitoral irregular. O fato foi descoberto pelo promotor de justiça Heráclito D’Abadia Coelho que se encontrava em atividade de fiscalização das eleições. Juntamente com o Juiz Eleitoral da cidade foram até o local e paralisaram o evento que estava designado como apenas uma confraternização de professores.

Foi no dia 21 de agosto que a diretora da Universidade Estadual de Goiás (UEG), unidade Formosa, Ivani Marisa Kaiser, assinou um contrato de locação com o Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Querência Formosa – entidade social – para realizar um evento designado como reunião com reitores de Goiânia – GO. O valor pago pelo aluguel em cheque da própria diretora, R$ 100, seria para cobrir alguns custos do local. Leia a matéria completa: http://va.mu/FdON
O mesmo despotismo que se quer esclarecido, tensiona manter a ignorância e, sob o véu do salvacionismo e da meritocracia impõe com "mão de ferro" à comunidade universitária uma universidade que serve aos interesses partidários e de poder do grupo do tempo novo e não ao real desenvolvimento da formação de professor e das ciências no estado de Goiás. 
Um dos primeiros atos do governo estadual em 2011 em relação à UEG foi empossar uma vice-reitora à revelia da comunidade universitária, passando por cima do Conselho Universitário. Até aí nada de mais se pensarmos na fajutice da composição do CSU, já apontada, a algum tempo, pelo professor Marcelo Sena e o Fórum de Defesa da UEG: http://va.mu/FdNe
Assim, desde fevereiro temos uma vice-reitora biônica, uma interventora, como nos tempos de Vargas ou mais recentemente durante a Ditadura Militar.
Através do Fórum, estudantes, professores e funcionários questionaram a intervenção, inclusive com um piquete em frente a reitoria no dia 11 de maio: http://va.mu/FdNd
A justificativa e o escamoteamento da questão foi defendida pelo governo através do Jornal Opção, na coluna Bastidores:
UEG pode ser recuperada?

Professores, alunos e funcionários da Universidade Estadual de Goiás são sérios. Mas a gestão do reitor Luiz Arantes, conhecido como “o Alcides Rodrigues da UEG”, é uma desastre do ponto de vista administrativo e educacional. A UEG parou no tempo e está perdendo professores gabaritados. O triunvirato liderado pela doutora Eliana França tem o objetivo de organizar a universidade.
(...)
Eliana França, como pró-reitora, não é interventora, como espalham os aliados de Luiz Arantes. Experimentada educadora, ex-secretária da Educação do Estado, professora da Universidade Federal de Goiás, Eliana França chega para tentar melhorar a UEG, para torná-la mais qualificada e, portanto, respeitada. A UEG não pode e não deve ser vista como um “supletivo melhorado”. A UEG é a única universidade brasileira cujo reitor não tem nem mestrado e nem notório saber em qualquer área do conhecimento. Os professores não conhecem um texto científico do reitor. O objetivo, a partir de agora, é torná-la mais meritocrática do que política (verdadeiro cabidão de empregos para apaniguados).

No governo anterior, Luiz Arantes gostava de dizer que viajava de avião com Alcides Rodrigues e que era da cozinha do secretário da Fazenda, Jorcelino Braga. Ainda assim, não pedia aumento de verbas para a universidade. Aceitava todos os cortes calado, possivelmente até aplaudindo.

Apesar das críticas, é preciso frisar que Luiz Arantes é íntegro, sério. Mas não é gestor nem educador. É o homem errado no lugar errado. Fonte: http://va.mu/FdNc
Seria o triunvirato um cabide de emprego? Algumas pistas podem ajudar a responder esta questão: 
Eliana França foi nomeada pelo governador para assumir a presidência da FAPEG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás), mas não conseguiu assumir já que o estatuto da fundação desabona o desmando, pois para presidir o principal órgão de fomento à pesquisa do estado é necessário que seja doutor, porém Eliana Maria França Carneiro não possui nem o currículo Lattes cadastrado: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/busca.do, mas sabemos que doou R$ 100,00 para a campanha de Sandes Júnior do PP para prefeito de Goiânia. Outros dados são:
Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, é Professora aposentada da Universidade Federal de Goiás, onde foi Diretora do Departamento de Atividades Acadêmicas e Pró-Reitora de Graduação. Foi Secretária de Estado de Educação de Goiás nos dois Governos de Marconi Perillo. Fonte: http://va.mu/FdN2
Como na UEG o regimento foi manipulado para garantir a eleição de um reitor não concursado e sem capacitação, a intervenção pôde ser efetivada, segue trecho de matéria do jornal Tribuna do Planalto que confirma minha suposição:
A Universidade Estadual de Goiás esteve também no centro de uma contenda envolvendo o governo e representantes de alunos e professores. Ao indicar o nome de Eliana França, que não conseguiu assumir a presidência da Fapeg (Fundo de Amparo à Pesquisa de Goiás), o governador foi alvo de críticas de que teria feito uma intervenção na Universidade. Fonte: http://va.mu/FdNp
Confira ainda o anúncio das nomeações feitas por Marconi Perillo para compor sua equipe de governo: http://www.goias.gov.br/index.php?idMateria=93610
Outro membro do triunvirato é Gerson Santana Fallacci, filiado ao PHS, partido que compôs a coligação Goiás Quer Mais. Ex-vereador, foi presidente da Câmara em Anápolis, com ampla experiência acadêmica e know how administrativo à frente de sua loja de roupas Fallaci Jeans & Cia assume a Pró-Reitoria de Planejamento, Gestão e Finanças, e de pronto afirmou: haverá mudanças http://va.mu/FdNz. Enfim, meritocracia ou acomodação de aliados políticos, também conhecido como cabide de empregos? Aqui temos algumas dicas: http://va.mu/FdN0
Eliana França presidiu desde março uma comissão de reestruturação que segundo o Secretário de Ciência e Tecnologia Mauro Faiad tinha o seguinte objetivo:
Essa comissão, hoje, está focada em faze o diagnóstico da sua real situação. Realizamos uma série de audiências públicas, debates com reitores de outras universidades, e estamos elaborando um estudo aprofundado. Logo, de posse do relatório, pois não basta um diagnóstico, conceberemos uma série de medidas corretivas, com o objetivo de colocar a UEG de novo no eixo que lhe proporcionará desempenhar um papel de protagonista no crescimento econômico-social de nosso estado na próxima década. Fonte: http://va.mu/FdN5
Mas o quê Faiad realmente quis dizer com 'colocar a UEG de novo no eixo'? A resposta veio com a apresentação do relatório feito pela comissão e foi publicada na coluna Giro do jornal O Popular no dia 17/09/2011: 
A consolidação da UEG, o desenvolvimento da autonomia necessária para se chegar à excelência acadêmica, mais uma vez fica para depois. Além de termos a confirmação de que a intervenção existe, apesar de não ser assumida e ainda manipulada pelo jornalista como uma possibilidade futura, fica claro de que a intenção é tirar o atual reitor e seus apaniguados e em seu lugar colocar gente de confiança de Marconi Perillo. Normal, mas para uma universidade que está entre as últimas na avaliação do INEP, o despotismo continuará colocando interesses partidários e politiqueiros à frente da produção de conhecimento e formação de pessoal qualificado para assumirem os desafios colocados para nós goianos:
Cinco universidades públicas apresentaram, pelo segundo ano consecutivo, baixo desempenho na avaliação do Ministério da Educação (MEC). As Universidades de Rio Verde (Fesurv), Estadual de Alagoas (Uneal), Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Estadual de Goiás (UEG) e Estadual de Roraima (Uerr) tiveram, em 2008 e 2009, Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC) igual a 2. Fonte: http://va.mu/FdNP
Em junho a UEG deveria apresentar um relatório para recredenciamento, porém, não se cumpriu o Protocolo de Compromisso celebrado entre a UEG e o CEE com a interveniência da Procuradoria Geral do Estado em 6 de outubro de 2006, confira: http://va.mu/FdOO
Ao que parece mais um jogo de cena, e infelizmente o CEE não tomou as medidas cabíveis apesar do descumprimento do compromisso. 
Eu particularmente não vejo com bons olhos todo o desenrolar da farsa estrelada pelo Governo do Estado de Goiás em relação à UEG. Alguns colegas querem crer que agora  com a publicação do relatório pela comissão de reestruturação teremos melhorias nas condições estruturais e pontuais na instituição. Aguardarei o acesso à integra do relatório para analise e comentário.
Apesar de todo imbróglio acredito que os professores continuam desempenhado seu papel com afinco e perseverança, mas para a UEG dar um salto de qualidade isso não basta, é preciso que o governo do estado desista do controle despótico e deixe a comunidade universitária livre para construir uma verdadeira universidade pública e de qualidade que os goianos merecem.