segunda-feira, 1 de março de 2010

Pela manutenção das Ações Afirmativas


Acesse o blog http://www.afirmese.blogspot.com/, divulgue, contribua.
Essa conquista não pode ser perdida. Eu apoio as ações afirmativas, acredito na sua função de amenizar os danos históricos causados pela discriminação racial e pela desigualdade social em nosso país.
Por um Brasil realmente de todos!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Manifesto indígena sobre a reestruturação da Funai


O irmão Bruno Garajau se solidarizou com a questão atual e preocupante para os índios brasileiros e contribui para a produção deste manifesto que segue na íntegra. Da mesma forma nós nos solidarizamos com nossos irmão da terra:

Manifesto dos acadêmicos indígenas da Universidade Federal de Goiás
Assunto: sobre a reestruturação da Funai
         Assinam esse manifesto:
         Apinajé  (TO) , Krikati (MA), Krahô (TO), Tapuia (GO), Tapirapé (MT), Guajajara (MA), Gavião (MA), Xerente (TO), Javaé (TO), Karajá (TO/ GO/ MT), Guarani (TO/PA), Xambióa (TO)
         Nos professores das Escolas Indígenas e acadêmicos da Universidade Federal de Goiás com representantes de Mato Grosso , Tocantins, Maranhão, Pará e Goiás, viemos através desse manifesto, no sentido de apoiar e fazer valer as reivindicações de nossas lideranças na sede da Funai em Brasília, considerando o Decreto 7.056 de 28 de dezembro de 2009, aprovada pelo Senhor Excelentíssimo Presidente da Republica Luiz Inácio Lula da Silva.
         Senhor Presidente e autoridades, é com grande estima que somos obrigados a contestar contra a decisão de Vossas Excelências, pois nós acadêmicos estamos aqui estudando, nos informando e decidimos que devemos prestar solidariedade às lideranças indígenas em protesto na capital Federal.
         Vemos que esta havendo um grande contratempo, pois a maioria das comunidades indígenas não tem conhecimento do fato ocorrido, ou seja, prejudicando os povos indígenas do Brasil.
         Senhores, sabemos que mesmo com as Administrações Executivas Regionais da Funai (AERs) em funcionamento, nossas comunidades estão passando por dificuldades que tendem a piorar, devido a grande falta de recursos alegado pelo próprio Governo Federal. Os Senhores a todo instante sugerem às nossas comunidades que essas mudanças seriam para melhorar, mas como os povos indígenas de todo Brasil não foram ciente, ou seja, informados e nada foi discutido, alegam desrespeitar às suas opiniões, pois os mesmos esperam melhorias na Funai e não a sua desestruturação. Confiantes nisso os originários brasileiros deste pais solicitam que este  decreto seja reconsiderado e que possamos nos apoiar na esperança de se ter uma vida digna e que as melhorias não fiquem somente nos belos discursos e que não fiquemos no esquecimento.
         Todos sabem que as AERs são nossos suportes e os Postos Indígenas (PINs) são nossos subsídios, na proteção  e fiscalização de nossos territórios, sendo que o fechamento das AERs não será a reestruturação da Funai conforme o Decreto 7.056 e sim o fracasso do mesmo, neste sentido, pedimos as vossas excelências que frisem seus pensamentos em um único sentido, o respeito às opiniões dos povos indígenas.      

domingo, 10 de janeiro de 2010

Marvel especial de 1978 - The Beatles History


Adorei esta dica twittada pela amiga Natanry. Para os aficcionados em quadrinhos, bem como para os fãs dos Beatles é uma pérola os quadrinhos narrando a história do grupo de Liverpool.
E o melhor ela está na integra na internet: http://www.flickr.com/photos/janara/sets/72157623029210385/

Boris Casoy e a verdadeira voz da grande mídia

Queria escrever algo sobre a queda da máscara do senhor empáfia. Mas o professor Ozaí já o fez.
Portanto, apenas compartilho o link de sua análise: http://antoniozai.wordpress.com/2010/01/09/boris-casoy-os-garis-e-o-“politicamente-correto”/#comment-1595

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Lendo Jack Goody






O Roubo da História: como os europeus se apropriaram das idéias e invenções do Oriente é um livro que precisa ser lido, sobretudo, pela intelectualidade brasileira que emana em seus estudos e idéias o mais real eurocentrismo, enfim, mais realista que o rei. Nem a própria Europa, atualmente, é tão etnocêntrica quanto nossos eurocentristas. Mas esta é uma questão para outro momento.
Jack Goody (http://en.wikipedia.org/wiki/Jack_Goody) um conceituado antropólogo inglês desmonta, com uma imensa carga de argumentos comparativos e embasados em longos anos de estudo, a farsa inconsciente ou consciente produzida pelas ciências humanas e estudos históricos europeus que legaram ao Oriente o atraso econômico, o autoritarismo despótico, a incapacidade de produzir conhecimento científico.
A farsa produzida sobre as bases de um saber objetivo e imparcial retirou do Oriente e da África a capacidade de produção de valores básicos (democracia, individualismo, amor etc.) presentes em qualquer agrupamento humano, conforme inúmeras pesquisas etnográficas e arqueológicas vêm demonstrando.
Da mesma forma contesta as visões idílicas da Idade Média européia, uma vez que sendo o momento do inicio da idéia de Europa têm sido vangloriada apesar de ter sido um período violento, repressivo e dogmático.


Apresento trecho em que Goody discute a Invenção da Antiguidade, em específico a questão Política. Chamou-me a atenção pelo fato de sua afirmação estar diretamente ligada a nossa própria época. Sobre a questão política ele contesta o legado da antiguidade clássica em seus aspectos básicos: democracia, liberdade e a prática da lei. A transcrição é de um trecho em que ele analisa a questão da prática da lei, afirmando que mesmo em sociedades de tradição oral houveram leis complexas estabelecidas:

“(...) De fato, a noção de “domínio da lei” é interpretada pelos membros de culturas letradas de modo estreito. Manuais foram escritos sobre o direito dos nuer, dos tswana e outros. A lei oral acabou sendo incorporada aos códigos escritos das novas nações das quais passaram a fazer parte. É verdade que fatos recentes na África subsaariana podem dar a impressão de que “o domínio da lei” não existe no continente. O mesmo, porém, pode ocorrer com relação aos recentes eventos no Iraque, Bálcãs, ou na Europa Oriental, e por vezes mesmo na Europa Ocidental. O uso da força militar onde quer que ocorra é o oposto ao domínio da lei, mesmo que essa surja como resultado das ações militares.” (pp. 72-73)

Em outro trecho Goody interpreta a questão das conexões e continuidades entre o “mundo clássico” e o oriente:

“(...) a meu ver, a tendência para rejeitar conexões orientais remonta a problemas mais gerais de ‘raízes’ e etnocentrismo, agravado pela expansão do Islã a partir do século XVII, às derrotas nas Cruzadas e à perda cristã de Bizâncio. Naquele tempo, a oposição entre Europa e Ásia tomou a forma de uma oposição entre Europa cristã e Ásia islâmica, que herdara os estereótipos mais antigos de “Europa democrática” e “Ásia despótica”. (...) Num nível mais amplo, o etnocentrismo nos separa dos outros e ajuda a definir nossa identidade. Mas é um mal guia para história, especialmente para a história mundial.” (p. 75)

Está aí para o desfrute geral, boa leitura e reflexão: http://www.editoracontexto.com.br/produtos.asp?cod=388

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009