quinta-feira, 6 de maio de 2010

Votos de José Serra na Constituinte de 1988



A prática como critério da verdade
Escrito por Leonardo Severo - 05/05/2010

Os votos de José Serra na Constituinte de 1988

Como a prática social continua sendo o único critério da verdade, fulminante e definitiva, a mídia venal pode repetir uma mentira à exaustão que não conseguirá transformá-la no que não é, não pode ser e nem será.
Os donos dos meios de comunicação podem gastar horas de enxurrada rádio-televisiva ou mares de tinta dos seus “grandes” jornais e revistas que não farão retornar a pedra já lançada ou a bobagem feita.
Para o bem da verdade, a classe trabalhadora e toda a sociedade devem saber como se comportaram os parlamentares, deputados federais e senadores, na Assembleia Constituinte de 1988, que entrou para a história como a Constituição Cidadã.
Abaixo, os votos dados pelo então deputado José Serra, apurados pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) em seu livro estudo “Quem foi quem na Constituinte”, página 621.

OS VOTOS DE JOSÉ SERRA NA CONSTITUINTE

1) votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;
2) votou contra garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
3) votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
4) votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
5) negou seu voto pelo direito de greve;
6) negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
7) negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
8) negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
9) negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
10) negou seu voto pela garantia do salário mínimo real. 
Fonte: http://www.cut.org.br/content/view/20144/

Entrevista com Mano Brown - por Afropress

Uma das principais vozes do rap brasileiro fala sobre questões raciais, educação, polícia e política, vale a pena conferir:



quarta-feira, 28 de abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Reflexões sobre a educação

Recebi um e-mail de uma amiga que vinha com o seguinte título: "É Du Cassão" é a pura verdade, infelizmente!
E o seu conteúdo era este: 




 É mais ou menos assim que acontece e ainda complemento que a frase de uma aluna minha.Depois de ter que passar uma atividade  de consulta para complementar as péssimas notas da prova,a aluna do 3° ano do ensino médio vira para mim  e diz: "Professora a senhora não vai passar a resposta no quadro não? é que dá muita preguiça ter que procurar no livro.."
Tirando alguns "detalhes" do texto,é isso mesmo que está se passando...
(Escola Particular!)

O comentário acima era complemento ao este conteúdo abaixo que vinha encaminhado:

SOMOS TODOS "EDUCADORES", PRECISAMOS REFLETIR...     Se a Educação não tiver uma mudança radical...
As nossas crianças.... Sem comentários!!!!! A Evolução da Educação. Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas
Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes
de iniciar as aulas..

Leiam o relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$
20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavo s, para evitar receber ainda mais
moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina
registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se
convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos
enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem
entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi
assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual
a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$
80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$
80,00.Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$
80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro
descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não
precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com
que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a
professora provocou traumas na criança.

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.


“Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que se 'pensará' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?" 


Passe adiante!
Precisamos começar JÁ!


Realmente precisamos demolir as escolas e produzir algo novo.




A idéia da matématica não é bem assim. Esquecemos de pensar o que se passa nestes anos da dita "evolução", massificação do ensino, desestrutura familiar, todos ao trabalho para garantir o sustento na cidade, a mesma cidade onde o choque cultural e social é imenso, além do mais, o bombardeio da TV: compre, consuma.
Com relação aos professores, estamos como o operário de Marx, alienados. Não conseguimos nos enxergar no trabalho produzido, até porque ele não faz sentido nem para o professor, muito menos para os alunos. O currículo é uma mula sem cabeça, desconhece, despreza a realidade de alunos e professores. Saber por saber não adianta. Além  do mais o preconceito, o racismo e a empáfia moral, a crença dos professores de possuirem valores melhores que de seus alunos, de se imaginarem melhores alunos no passado do que os seus alunos de hoje já é um grande problema a ser resolvido. Será que este professor foi tão genial, foi tão disciplinado? O depoimento de Bill contribui para pensar esta questão: http://www.youtube.com/watch?v=E1eFnDI7bOA 
(Vídeo encaminhado pela colega Elizete)

Dias atrás uma colega professora - trabalhamos na rede pública estadual em Aparecida de Goiânia - comentava orgulhosa que sua filha ficou o feriado fazendo tarefas da escola particular. Perguntei a ela: e porquê nossos alunos não têm tarefas? Respondeu: - porquê não fazem? É mais fácil acomodar do que transformar tal realidade, subestimamos nosso alunos, mais do que isso, reproduzimos o preconceito de que os filhos dos pobres que estão na rede pública não tem interesse nos estudos. Mas não conseguimos refletir sobre o sentido da educação para estes alunos. Tenho um aluno de 16 anos, no sétimo ano, tem dois empregos, um à noite, chega na aula dorme do início ao fim. O que fazer? Púni-lo? Dar um café? Ou mudar o conteúdo entediante, distante de sua vida? A escola não representa saídas possíveis para a realidade dura, desigual, e de falta, de lazer, de oportunidades, de sonhos. A maquinária capitalista projeta desejos materiais fugazes, por isso, uma vida vale menos do que um tênis Nike.

Sem envolver família, comunidade, empresas, não há educação possível. Sem o protagonismo dos alunos não há ambiente escolar pleno de possibilidades.
Aqui há um exemplo de que outra educação é possível: 
http://www.casadozezinho.org.br/index.php

segunda-feira, 15 de março de 2010

Dossiê: Ciências Humanas e Música Popular no Brasil


Segue aqui o link (http://www.revistachronidas.com.br/arq/edicao5/RCA02N05.DEZ2009.pdf) para acesso a este dossiê temático da Revista Chrônidas: Ciências Humanas e Música Popular no Brasil. Esta é uma revista eletônica editada por alunos de História (Graduação e Pós) da Universidade Federal de Goiás. 
Neste dossiê saiu um artigo meu: "Rap é compromisso": música, esfera pública e lutas por reconhecimento na virada do milênio.
Pra quem se interessa, tenha uma boa leitura.

sábado, 13 de março de 2010

Pedofilia mulçumana?

Já a algum tempo circula pelas caixas de correio eletrônico uma mensagem denunciando o que eles chamam de pedofilia mulçumana. Um casamento de 450 casais, patrocinado pelo Hamas, onde homens entre 25 e 30 anos estariam casando com garotas com menos de 10 anos.
Uma das imagens que circulam junto com a mensagem é esta aqui:
Ao que me parece estamos ante uma questão de choque cultural ou de civilizações. Será que dá para julgarmos? Da mesma forma os mulçumanos também vêem aberrações em nossa cultura, como as roupas mínimas, a objetificação da mulher com seus corpos servindo para vender cerveja, carros, etc.


Ir além da condenação é importante, sobretudo para formadores de opinião, não acham?
Além do mais, será que são noivas mirins mesmo? Imagens não são tudo, pode ser outro evento e não casamento. Há ainda o que poderíamos chamar de cruzada evangélica contra os mulçumanos. Missionários travam batalhas na África e em vários países do globo para ganhar ou manter fiéis. E hoje a internet é um espaço para esta disputa. Os dois sites que são referência para tal notícia já confirmam o que suspeitei. www.thelastcrusade.org - site de protestantes dos EUA. www.deolhonamidia.org.br - site de judeus em português. A quem mais interessa difamar os mulçumanos? 
Prefiro ficar com Saramago:

Um terceiro deus
Creio que as teses de Huntington sobre o “choque de civilizações”, atacadas por uns e celebradas por outros aquando do seu aparecimento, mereceriam agora um estudo mais atento e menos apaixonado. Temo-nos habituado à ideia de que a cultura é uma espécie de panaceia universal e de que os intercâmbios culturais são o melhor caminho para a solução dos conflitos. Sou menos optimista. Creio que só uma manifesta e activa vontade de paz poderia abrir a porta a esse fluxo cultural multidireccional, sem ânimo de domínio de qualquer das suas partes. Essa vontade talvez exista por aí, mas não os meios para a concretizar. Cristianismo e islamismo continuam a comportar-se como inconciliáveis irmãos inimigos incapazes de chegar ao desejado pacto de não agressão que talvez trouxesse alguma paz ao mundo. Ora, já que inventámos Deus e Alá, com os desastrosos resultados conhecidos, a solução talvez estivesse em criar um terceiro deus com poderes suficientes para obrigar os impertinentes desavindos a depor as armas e deixar a humanidade em paz. E que depois esse terceiro deus nos fizesse o favor de retirar-se do cenário onde se vem desenrolando a tragédia de um inventor, o homem, escravizado pela sua própria criação, deus. O mais provável, porém, é que isto não tenha remédio e que as civilizações continuem a chocar-se umas com as outras.
http://caderno.josesaramago.org/

quarta-feira, 10 de março de 2010

O perigo de uma única história



Nossas vidas, nossas culturas são compostas de muitas histórias sobrepostas. A escritora Chimamanda Adichie conta a história de como ela encontrou sua autêntica voz cultural - e adverte-nos que se ouvimos somente uma única história sobre uma outra pessoa ou país, corremos o risco de gerar grandes mal-entendidos. Fonte: http://www.ted.com/talks/lang/por_br/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html


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